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terça-feira, 9 de junho de 2009

FESTA SINALIZADORES OPINIÃO

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segunda-feira, 6 de abril de 2009

Aniversário do blog!!!

Pessoal, já ia me esquecendo... neste mês o blog está completando 1 ano. Não que seja de importância para muitos, mas não podia deixar passar em branco esta data.

Bom, só tenho a agradecer. Aos leitores, as visitas, aos que ajudam na divulgação, os outros companheiros que também postam, e, principalmente, aos que me ajudaram no começo de tudo. Em geral os membros da comunidade 1909 do orkut. Os nomes eu não vou citar pois vou acabar esquecendo de alguns, sem dúvida.

Mas é isso. Mais uma vez obrigado e que este ano seja um ano ótimo, tanto para o blog mas também para o Sport Club Internacional. Até, abraços.

Simplesmente o presente perfeito

Depois de toda aquela euforia de marcha, show no Beira-Rio e janta, ainda restava o greNAL... uma simples vitória e a festa do centenário ficaria perfeita. E ficou! Vitória sobre o GFPB junto com a desclassificação do mesmo. Simplesmente o presente perfeito para os colorados.

Mas, como nada é perfeito, hoje pela manhã recebi a notícia de que o Celso Roth foi demitido. Mas tudo bem, isso é problema "deles".

É isso, abraços e saudações coloradas!

PS.: mudei o cabeçalho, gostaram?

segunda-feira, 16 de março de 2009

Retornando a casa...

Será que um velho colunista do blog ainda tem uma vaguinha por aqui? :-D
Show de bola os textos de vocês (Marcelo e Rafael). Depois de tanto tempo, só vocês dois sobraram. Isso é triste, mas mesmo assim, vejam que legal... as visitas do blog só aumentaram. Agradeço a vocês por continuarem com este projeto, mesmo sem mim. Obrigado.

Muita coisa mudou nesse tempo que eu fiquei fora, hein? Fui ver agora, só hoje o blog teve 55 visitas. Quase um recorde, pra mim. Saibam que fico muito feliz com isso.

Mas, agora, quero pedir a permissão de ambos para que eu volte a postar. Até porque vocês que estão no comando agora... Espero que deixem. :-P

Mercado da bola favorece o futebol brasileiro





Quem diria que um dia teríamos astros do futebol brasileiro como Adriano, Ronaldo e Fred atuando nos gramados de nosso país em defesa de Times locais?
Adriano veio para o São Paulo e já voltou para a Itália, tudo devido a uma inteligente tratativa de caráter administrativo que viabilizou a vinda do “Imperador” por seis meses ao time paulista.
Os casos de Ronaldo e Fred são diferentes.
Da mesma maneira que o Internacional detém atualmente um poderio financeiro razoável para manter Nilmar no elenco Colorado, o Palmeiras fez o mesmo em trazer Keirrison e o Cruzeiro mostrou força ao contratar Kleber.

Em tempos atrás nomes como estes não permaneceriam em nosso futebol, objetos de exportação imediata para os Clubes do exterior. Atacantes de renome internacional como Fred e Ronaldo sequer cogitariam um retorno ao Brasil se não fosse pensando em uma aposentadoria imediata.
A economia mundial está beneficiando diretamente os Clubes brasileiros financeiramente mais estruturados, seja por orçamento próprio ou parcerias, tudo decorrente desta “deflação” do valor agregado sob o atleta de futebol.
Claro, ainda estamos anos-luz atrás da Europa, Oriente do Petróleo e Japão no que diz respeito à economia, porém, crises como a que vive o Valência da Espanha (que deve ser acionado junto à Fifa pelo Inter, inclusive, em resposta do calote pela transferência do goleiro Renan), por exemplo, retrata bem esta situação.
Acredito que outros nomes de muito impacto estejam defendendo as cores de Clubes brasileiros muito em breve. As janelas de agosto, acredito eu, serão de muitas surpresas para o futebol brasileiro, desde que perdure até lá esta crise mundial que atingiu a economia globalizada.
Saudações Coloradas

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Frases que nasceram junto com o Futebol

Quem já jogou algum campeonato - seja de várzea, da escola, da rua, do condomínio, ou um jogo mais "pegado" conta aquele time que sempre joga toda a semana - já pensou, escutou ou falou para um companheiro seu:
-Aperta que ele peida;
ou ainda:
-Dá nele que ele amarela;
e finalmente:
-Dá nele que ele pipoca.

A não ser que nunca tenham jogado na defesa ou no meio, tenho certeza que quem já jogou algum jogo "mais sério" em que o que realmente importava era o resultado final, já vivenciou isto.
Tem jogos que mesmo sem conhecer o adversário tu vês que um que outro "ciscador deles" é de papel, é só dar uma chegada mais forte que ele ou vai se mudar pro outro lado do campo ou vai passar o resto do jogo se escondendo. Não precisa quebrar o cara nem passar o jogo inteiro descendo a madeira, basta uma ou outra chegada "mais forte" e tá resolvido o problema.
Podem não gostar, dizer que é coisa de brucutu perna-de-pau, mas já anulou muito meia xarope e atacante arisco.

E digo mais: tá pra nascer o treinador que não dá um alô no seu sistema defensivo pra dar uma chegada mais forte nesse ou naquele pra ver se o cara aguenta. Futebol é diversão pra quem está na arquibancada, pra quem está lá dentro é profissão que exige resultado. O que tá errado não é o cara chegar mais forte pra ver se o louco aguenta, até porque tem juíz pra coibir os abusos, o que está errado é o cara entrar pra lesionar o adversário, isso sim.

GreNal de vitória e ensinamento


Foto: Daniel Marenco, retirada do site ClicRBS

Nada melhor do que voltar a escrever no Blog Gigante Colorado após mais uma vitória em GreNal.
Fiquei muito tempo longe, mas espero voltar ao ritmo original.

Bueno, antes de mais nada quero agradecer os colegas da Comunidade Sport Club Internacional 1909
por mais um bom debate por lá, motivação para eu vir aqui escrever mais uma vez sobre esquema tático. Em especial, agradeço os colegas Marcus Vinicius - autor do tópico em questão -, Felipe Dêntice e Tiago, os que mais contribuíram até o momento da criação deste texto que agora escrevo.

Mais um GreNal que saímos vitoriosos, mais um GreNal em que "eles" desceram a madeira e o Carlos Simon - cada dia mais político e menos árbitro de futebol, infelizmente - só foi começar a distribuir cartões no segundo tempo, com excessão de um lance no fim do 1o que não tinha como não dar amarelo. Mas como sempre houve erros de arbitragem para os dois lados - não expulsão do Réver em lance com Nilmar e o impedimento mal marcado do Jonas - mas que mais uma vez não mudariam o placar, já que o lance com o Nilmar foi antes do lance de impedimento. Faz parte, estou pra ver o dia em que o trio de arbitragem não irá cometer nenhum erro, assim como nenhum jogador furar em bola, perder gol feito e um dos goleiros cometer alguma falha (não necessariamente resultando em gol).

Mas o mais importante de tudo, além dos 3 pontos em cima do eterno rival, foi a impressão de que esse esquema com D'Alessandro, Alex, Taison e Nilmar, tendo Magrão e Guiña na 1a linha de meio-campo, precisa de MUITO TREINO para poder enfrentar adversários mais qualificados do que os que vinham sendo enfrentados no Gauchão até ontem. A torcida Colorada estava impaciente, queria porque queria ver este esquema em ação a qualquer custo, muitos acreditando que este esquema "não tem como não dar certo, é só dar a camisa pros caras e vamos embora". Ontem se viu que não é bem assim, como alguns torcedores e alguns comentaristas já vinham alertando. No 1o tempo o que se viu foi o aluguel do meio-campo Colorado pelo time Tricolor. Quando o Inter tinha a bola no pé era bonito de se ver, ainda que tenha faltado um pouco de calma, retenção de bola, mas os passes saíam. O problema era sem a redonda... Alex não acompanhou niguém, Taison correu por ele e Alex mas não conseguiu dar compactação ao meio-campo. D'Alessandro como sempre ajudou a diminuir os espaços no meio, mas não foi suficiente, o meio-campo tinha dono, e não era o Inter.

Na volta para o 2o tempo o Tite teve a coragem necessária para arrumar o time tirando nada mais nada menos que Alex, craque de 2008. Colocou em seu lugar o trabalhador Andrézinho, um jogador que já foi atacante, meia e hoje tem suas melhores atuações na 3a função de meio-campo (não vou dizer 3a volância por causa do preconceito que este termo sofre no Brasil, embora o nome desta função seja este). Mais uma vez ele entrou para jogar ao lado de um meia (no caso D'Alessandro) e mais uma vez ele fechou o meio-campo, auxiliando a primeira dupla de volantes na marcação e saindo com qualidade para o ataque. Coisa que Alex não sabe fazer. Alex infelizmente nunca rendeu jogando no meio-campo com outro meia ao seu lado quando o adversário não se preocupa apenas em marcar e nem sequer sai pro contra-ataque. Foi assim no Mundial, quando a entrada de Vargas - outro 3o volante, mas que joga mais na 2a volância do que na 3a, não tem tanta qualidade ofensiva quanto Andrézinho - arrumou o time do Inter. Foi assim também em 2007 quando dividiu o meio campo com Fernandão, enfim...

Dá gosto de ver o time com estes 4 excelentes jogadores em campo? Não tem a menor dúvida que dá.
Mas precisa suar muito a camisa nos treinos para que o bonito vanha a ser competitivo, o que ainda não é. É como o Real Madrid da era "Galáticos", lembram? A nomitada era a coisa mais linda, enquanto a sala de troféus juntava pó...

Alex terá que aprender a jogar com um meia ao seu lado e apenas dois volantes atrás, do contrário terá que disputar vaga com D'Alessandro, paciência.
Alex no ataque já vimos que sobrecarrega o Nilmar, o ataque fica órfão. Com Alex escalado ao lado dele não temos nem dois atacantes nem 5 meio-campistas, temos 4 meio-campistas, um atacante e o Alex.
Alex no meio-campo, ao lado do D'Alessandro, tem que aprender a contribuir para a marcação, fechar os espaços, compor o meio-campo, dar combate nos volantes, fazer o primeiro combate, como o D'Alessandro faz. SE ele aprender a jogar assim, estamos feitos, do contrário Alex e D'Alessandro disputam o mesmo lugar no time.

Mas a Torcida Colorada terá que aprender com algo com a qual ela não está acostumada - ao menos a parte dela que viveu os anos 80 e 90:
Time bom é isso aí, algum jogador bom de bola que seria titular em vários times tem que aguentar um banco aqui.

Ou este time que jogou ontem treina forte para arrumar estes defeitos apresentados, ou algum bom jogador terá que ir pro banco. Tem torcedor pedindo a saída do Magrão para a entrada do Sandro, tem outros que pedem a entrada do capitão da Sub-20 como 1o volante adiantando Magrão e Guiña para uma segunda linha de meio-campo saindo Alex, outros pedem o mesmo mas tirando Taison.
Entre Magrão, Taison e Alex, a hierarquia momentânea os coloca nesta ordem para serem retirados do time titular, embora eu ache que pelo bem do time quem deveria sair é o último, justamente o mais difícil de tirar.
Ou isso, ou o time aprende a jogar de forma competitiva com esta nominata - sem esquecer que Kleber é titualr da lateral esquerda, ontem Tite disse que ele não começou o jogo por causa da falta de ritmo.

Pra fechar: que jogada a do segundo gol do Inter, hein oh? Bah!

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Nilmar 100% Colorado?

Corre pelas Comunidades de futebol existentes em sites de relacionamentos e em outros espaços da internet dedicados ao futebol, um boato de que o Internacional teria adquirido os 30% restantes dos direitos federativos de Nilmar que ainda não pertenciam ao Clube.


Se é verdade ou não, apenas o tempo nos confirmará esta informação.


Proponho uma reflexão...


Antes de tudo devemos lembrar que o Clube lutou muito para colocar a casa em ordem. Foram anos apostando em nomes menos badalados e jovens do Celeiro de Ases, tudo pautado em uma filosofia de trabalho à longo prazo. Esta reestruturação viabilizou a retomada da confiança de um torcedor sofrido em décadas anteriores, resgatando o nome do Time no Cenário futebolístico nacional e internacional acompanhado tudo isso com os maiores e mais importantes títulos da história Colorada.

O Inter dos anos 90 se resumia a uma sucessão de erros de caráter administrativo em gestões amadoras que acabaram tirando o Colorado do lugar do qual jamais deveria ter saído.


O resultado era sentido no campo!


O novo Internacional aboliu o imediatismo e o amadorismo, em um trabalho sempre pensando no futuro. Ações junto ao quadro societário do Clube, Reforma no Gigante, enfim... uma série de projetos sempre palpáveis e ao alcance dos limites financeiros dos cofres Colorados!


Desta vez as coisas estariam sendo encaradas diferentemente, ousando mais e pensando no presente.


Nilmar tem contrato longo com o Inter. A Direção entenderia, desta forma, ser a manutenção do jogador fundamental e abrir os cofres desta forma para segurar o atleta é a consequencia mais óbvia. Se compararmos isso aos demais Clubes brasileiros veremos que o Inter é pioneiro em lutar com forças próprias para manter em seu Time um jogador de nível de Seleção, concorrendo de igual para igual com o mercado europeu, cobrindo as ofertas e os assédios.


Ele pode se machucar? Ele pode ter algum outro problema e não render mais tanto como antes?


Claro que sim, tudo é risco e investimentos podem ou não gerar frutos benéficos.


Da mesma forma ele pode ser convocado, disputar a Copa do Mundo pela Seleção Brasileira e se destacar na África com a camisa amarela, no entanto, para que o Inter majore a multa rescisória (ganhar mais dinheiro numa eventual venda) deveria fazer um novo contrato.


Com absoluta certeza o jogador iria exigir bases salarias com um parâmetro europeu em uma investida da Direção no sentido de alterar alguma convenção do contrato dele.



O atacante Fred, para citar um exemplo, não aceita fechar um contrato por menos que R$800,00 mil reais/mês, ou seja, valores totalmente fora da realidade dos Clubes brasileiros, inclusive do próprio Inter.


Com isso tudo podemos concluir que o Colorado não estará investindo no Nilmar para perceber maiores "rendimentos" no futuro (que iria condizer com a tal filosofia política citada no início deste texto) pois o único e exclusivo motivo dessa tratativa foi no sentido de segurar o jogador.




Basta agora entendermos qual foi a verdadeira intensão da Diretoria se esta informação realmente proceder: Manter o jogador pensando no Time e uma base forte de elenco para já, assegurados em uma condição financeira mais favorável ou uma ação meramente imediatista para ficar de bem com o torcedor e sair bonito no jornal???


Saudações Coloradas

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

2007/2008 - Vitório Píffero e sua gestão!!!

Aproximam-se as eleições no Inter e no próximo dia 13/12 saberemos quem comandará o Colorado pelos próximos 02 (dois) anos: Vitório Píffero ou Cláudio Bier???

A oposição aposta alto e se manifesta preliminarmente apontando que não manterá Tite no cargo de treinador e que contrataria um outro treinador para o Centenário. Cogitam-se nomes como Luxemburgo, Parreira e Muricy. Em contrapartida a atual gestão acena no sentido de manter o treinador campeão da Sul-Americana no cargo em 2009.

Antes de tratarmos de embates políticos, promessas e projetos, precisamos relembrar o trabalho da situação ao longo desses 02 (dois) últimos anos em que Vitório Píffero esteve à frente do Internacional. Não trataremos aqui do projeto que busca angariar sócios e nem qualquer outra tratativa administrativa interna ou infra-estrutural da situação, apenas discorreremos comentando resultados e peculiaridades do futebol profissional propriamente dito, ao longo de seu mandato:

O atual mandatário Colorado assumiu um Inter Campeão do Mundo, em férias e com a manutenção de uma base vencedora (exceção do zagueiro F. Eller que foi para a Espanha). As ditas férias tiveram de ter seu término antecipadas por causa do fracasso do Inter B no Gauchão, motivo apontado por Fernandão (Capitão e ídolo do torcedor) como o principal motivo da eliminação precoce do Time ainda na primeira fase da Taça Libertadores da América em 2007.

Alguns equívocos reconhecidos, outros não, ocorreram no transcorrer deste tempo dos quais podemos citar alguns: apostar em Rafael Santos para o lugar de F. Eller, manter Michel em lugar de Pato na titularidade quando da estréia do Inter pela Libertadores, escalar Christian (recém contratado junto ao Corinthians) em jogos importantes, entre outros, foram fatores fundamentais para o Time sucumbir de maneira tão desastrosa em todos os campeonatos de primeiro semestre, culminando no pedido de Abelão para deixar o Colorado em 2007, sob a alegação de ter recebido a proposta de um grande Clube do exterior (razão não consumada posteriormente).

Gallo foi contratado em uma aposta da Diretoria por um nome emergente no mercado após ter realizado um trabalho excepcional no Nordeste. Tempo houve; em torno de 01 (um) mês o Inter realizou praticamente a sua pré-temporada antes do começo do Brasileirão daquele ano.

O título da Recopa Sul-Americana contra o Pachuca do México não foi o bastante para manter Alexandre Gallo e Pinga (que fez uma grande partida no jogo de volta e veio da Itália para substituir Tinga) no Inter, e ambos acabaram deixando o Colorado.

Abel voltou e encheu os Colorados de esperança novamente!

O primeiro passo da Diretoria foi reconhecer que o grupo mantido pós-mundial foi forte na competição realizada no Japão, é verdade, mas não satisfazia as pretensões do Clube em longo prazo dali para frente. A partir de então o Internacional pôs a contratar jogadores para compor o elenco, assim como nomes de respaldo no futebol nacional e internacional: Magrão, Nilmar, Guiñazú, dentre outros atletas chegaram para somar, mas já era tarde demais. O Inter concluiu o Brasileirão 2007 apenas na 11ª colocação, assegurando ao menos uma Vaga da Sul-Americana 2008, deixando o Time de fora da Libertadores do ano seguinte.

A Direção olhou para os erros do passado recente no intuito de acertar no futuro próximo, por isso, começou a trabalhar seu Centenário com mais de um ano de antecedência, concedendo férias antecipadas aos jogadores ainda com o Brasileirão em curso, tudo para realizar uma das maiores e mais planejadas pré-temporadas da história do Inter em um torneio notoriamente reconhecido com forças da Europa no Oriente do planeta.

Campeão em Dubai no mês de janeiro deste ano nada mais nada menos que em cima da Internazionale-ITA em uma final eletrizante, aquele grupo montado em meio do Brasileirão 2007 parecia ser o grande favorito para vencer tudo que vinha pela frente em 2008, mas as coisas não aconteceram conforme o planejamento.

O Time se consagrou campeão Estadual e “rasgou” literalmente duas “toucas” históricas (Juventude pelo Gauchão e Paraná pela Copa do Brasil) de uma maneira incrível e de maneira avassaladora, mas o receio demasiadamente exagerado de ser eliminado pelo Sport na Ilha do Retiro como ocorreu com o Palmeiras em uma fase anterior culminou na eliminação precoce do Inter e proporcionou o desmantelamento de todo um trabalho pensado para o longo de 2008. Com a saída de Abel Braga para o futebol do Oriente, fechou-se um ciclo na história do Inter com a rescisão de Fernandão e o empréstimo de Iarley, líderes incontestes do mágico ano de 2006.

Um dos fatores apontados neste final de ano pelo ex-presidente e componente da atual gestão Colorada Fernando Carvalho como responsável pelo insucesso nos primeiros meses do ano foi justamente a preparação física, motivo pelo qual o Preparador Físico Fabio Mahserredijan fosse contratado junto ao Fluminense (então vice-campeão da Libertadores). Este fator tambéme embasou a idéia desde já que disputar o torneio em Dubai novamente em 2009 seja inviável e que pode prejudicar os resultados no Centenário do Inter.

O mesmo Fernando Carvalho retorna neste momento ao Inter, buscando auxiliar Vitório Píffero e toda a sua equipe no sentido de colocar “a casa em ordem”!

As coisas não andavam nada bem: além de a Direção não conseguir um consenso para assumir os trabalhos da Comissão Técnica no lugar de Abel, a janela de agosto/2008 mexia com a cabeça de alguns dos principais jogadores do Inter, além de uma série de rachas no grupo serem noticiados quase que semanalmente nos veículos de comunicação da Imprensa – um verdadeiro diz que me diz desproporcional para quem defende o profissionalismo e a responsabilidade na gestão de um Clube de futebol.

Em seguida contratou-se Tite (mesmo não sendo o nome preferido por Píffero) e foram trazidos D. Carvalho (que rendeu muito pouco), D’Alessandro, Álvaro, dentre outros jogadores, além de ser legalmente possível promover a re-estréia de Bolívar com a camisa Colorada.

O início dos trabalhos de Tite antes das contratações chegarem efetivamente vinham ocorrendo muito bem, mas a falta de componentes a altura dos titulares no elenco Colorado fizeram com que as contratações tivessem de se adaptar o mais rápido possível, pois resultados ruins se consolidavam partida pós partida. Demorou, na verdade, demorou muito até o Inter alcançar o “padrão de jogo” tão repetido por Tite nas coletivas de Imprensa.

A goleada no Gre-Nal, algumas vitórias providenciais e outros resultados importantes fizeram com que o torcedor se enchesse de esperança mais uma vez, mas a vaga na Libertadores no ano do Centenário estava longe, praticamente inatingível... sobrou ao Colorado priorizar a Sul-Americana.

Sul-Americana?

Isso mesmo, o Inter praticamente abriu mão do Brasileirão (apesar de concluir o campeonato na 6ª colocação – posição honrosa se analisarmos que o Inter disputou a reta final do Campeonato Nacional com uma equipe composta por reservas) para disputar a tão desprezada Sul-Americana com sua força total!

E foi grandioso, maior do que todos esperavam!!!

A relevância da conquista cravou definitivamente o Inter como o único detentor de todos os títulos oficiais possíveis no Brasil. A mídia enalteceu o campeonato e todo o Brasil pode acompanhar a conquista inédita para o futebol nacional que, tamanha foi a cobertura da Imprensa e a amplitude de seu alcance que os demais Clubes brasileiros deverão rever seus conceitos quanto à Sul-Americana.

Campeonato este que, de lambuja, pode render ao Inter a tão sonhada vaga na Libertadores no Centenário da maneira menos esperada possível! Após o embróglio envolvendo a FIFA e a Federação Peruana de Futebol, o Internacional pode se beneficiar desta situação. As decisões serão tomadas nos dias 19 e 20 de dezembro e o Colorado, bem como toda a sua torcida permanecerão na expectativa.

Falar de Vitório Píffero sem nos remeter a Fernando Carvalho lembrando dos demais mandatos do ex-presidente Colorado é difícil e até meio incoerente tamanho é a ligação deles e a forma conjunta com a qual trabalham, mas fazendo um prognóstico dos anos em que Vitório Píffero foi presidente do Inter, o resultado é o seguinte:

- 02 Campeonatos Gaúchos: 01 Título
- 02 Brasileirões: 11ª Colocação em 2007 e 6ª Colocação em 2008
- 01 Taça Libertadores: eliminação na 1ª fase
- 01 Recopa Sul-Americana: Campeão
- 01 Taça Sul-Americana: Campeão
- 01 Torneio Internacional: Campeão em Dubai
- 01 Copa do Brasil: Eliminado nas quartas-de-final

09 (nove) campeonatos/torneios disputados, nos quais o Inter conquistou 01 (um) título Regional, nenhum título nacional e 03 (três) títulos internacionais. Não houveram conquistas de vagas para a Libertadores por intermédio do Brasileirão, mas o Inter assegurou vaga na Sul-Americana 2009 por ter se sagrado campeão em 2008.

E então? Vitório Píffero e sua equipe de dirigentes merecem permanecer frente ao Inter por mais 02 (dois) anos?

Saudações Coloradas

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Interesse pessoal: E quando pesa pro lado do jogador?



Falamos muito nesse espaço de foco e grupo fechado no qual todos deveriam buscar um objetivo único em prol do Time; pois bem, recentemente Alex e Bolívar exteriorizaram “vontades” contrárias às necessidades imediatas do Inter.

Alex chegou ao auge de sua carreira e recebeu uma segunda oportunidade na Seleção Brasileira exatamente no dia em que o Inter faz um de seus jogos mais importantes no ano. Bolívar, por sua vez, começou jogando na lateral e por lá “sempre” foi um jogador mediano sem muitas perspectivas. Atuando como zagueiro “estourou” conquistando a Libertadores em 2006 como destaque pelo Colorado, firmando posteriormente um contrato com o Mônaco, porém, nas melhores partidas do Inter nesta temporada jogando fora de casa Bolívar foi novamente lateral, atenuando consideravelmente um problema crônico naquela função por todo o ano de 2008.

Ambos sabem que os interesses do Time vão justamente ao contrário daquilo que é melhor para eles.

E agora? O que fazer?

Píffero se pronunciou dizendo que é o Clube quem paga os salários e que ordens devem ser acatadas e cumpridas a risca, porém, até ele mesmo sabe que no futebol não são assim que as coisas acontecem. Jogadores têm a carreira muito curta e não podem perder um momento sequer na incansável luta pelos bons contratos decorrentes da valoração mercadológica deste globalizado mundo do futebol.

Quando se contrata um jogador, além dos valores oferecidos, outras questões são analisadas pelo seu agente antes de fechar um negócio: Solidez do Clube para cumprir o que foi previamente contratado, relações da entidade para com o atleta e seus interesses, e por aí vai.

Bom censo! O popular “jogo de cintura” deve prevalecer em casos como este.

No caso de Alex, é merecido sim que a Direção não intervenha pedindo a liberação junto à CBF. Sem D’Alessandro, o Colorado desempenhou um papel satisfatório no México numa partida em que Andrezinho foi muito bem. Além dele, Taison, D. Carvalho e o próprio garoto Sandro sobram como alternativas. O preço por uma catástrofe pode ser alto, é verdade, mas aí a questão pende pro lado do atleta que ainda sonha em ir pra Europa, sendo esta convocação providencial. O Inter não sairia perdendo com isso, pelo contrário, esta situação pode render aos cofres do Colorado um investimento muito maior do que perceberia na janela de agosto passada.

Quanto a Bolívar, o Colorado por intermédio de sua C. Técnica e seus Diretores devem insistir com o jogador lhe convencendo que sua “polivalência” pode lhe render mais frutos ainda na sua passagem pelo Inter e que isso não significará uma regressão em sua carreira. Contudo, o jogador NÃO PODE ser a opção imediata para a posição no ano do Centenário e a gestão eleita deve buscar uma alternativa no mercado para suprir esta necessidade, pois em minha opinião, não há no elenco e nem na base alguém que possa vestir a Camisa nr. 2 a altura do Inter com propriedade.

Por fim, os interesses do Inter sempre devem estar acima de qualquer outra coisa individual no elenco, mas existem casos e casos... vejo que nestas duas questões particulares o Colorado deve saber trabalhar a situação com inteligência, sob pena de perder um de seus principais alicerces na hora de fechar um contrato. Sempre foi marca registrada no Colorado o bom relacionamento com seus profissionais.

Saudações Coloradas